Outra grande novidade desse ano é a utilização de ultra-som para avaliação e seleção de carcaça e qualidade de carne dos reprodutores que irão à remate.
A necessidade da utilização dessa nova tecnologia surgiu da impossibilidade do abate de animais selecionados, o que dificulta a obtenção acurada da avaliação genética da qualidade de carne, já que estas características são, geralmente, avaliadas na carcaça do animal. Já a realização de testes de progênie para avaliação de carcaça além de ser bastante dispendiosa quanto a custo e tempo, também se mostra limitada por proporcionar avaliações acuradas de apenas uma amostra não aleatória dos animais dos rebanhos e utilizar apenas um pequeno volume de dados sobre as fêmeas.
Como funciona?
As medidas de ultra-som possibilitam o conhecimento do nível de musculosidade, da espessura de gordura subcutânea do animal e do grau de marmorização da carne através da mensuração no animal vivo da AOL (área de olho-de-lombo), EGS (espessura de gordura subcutânea) e MAR (marmoreio), respectivamente.
Sendo assim, tem-se que as informações ultra-sonográficas poderão complementar as avaliações que estão sendo corriqueiramente realizadas, já que a precisão da técnica é alta, pois a correlação das medidas do ultra-som com |
a carcaça alcança valor de 92%. Como AOL e EGS, e MAR atendem aos requisitos para análises estatísticas e genéticas, sendo os valores de herdabilidade considerados de médio a altos; AOL (46%), EGS (45%) e MAR (68%), estas medidas podem ser utilizadas, com sucesso, em Programas de Melhoramento Genético, para produção de touros com características desejáveis em função do objetivo do programa. Desta forma, sendo interessante o aumento da produção de carne do rebanho, pode-se fazer à seleção de reprodutores com AOL mais expressiva, e caso o interesse seja a maior precocidade, deve-se selecionar os animais do grupo que depositam gordura mais cedo.
Para tanto, faz-se a leitura da imagem, de um corte transversal do músculo Longissimus dorsi, tomada na região da 12a-13a costelas, para AOL e EGS (Fig. 1), e a leitura da imagem com o transdutor disposto longitudinalmente entre a 11a-13a costelas, para MAR (Fig. 2) (Herring et al., 1992; Herring et al., 1994; Brethour, 2002a). Pois sabe-se que as ondas de deposição de gordura subcutânea ocorrem das extremidades cranial/caudal para o centro da carcaça, sendo a região da 12a-13a costelas, o último de sítio de deposição de EGS. |